derrames…

temo não conseguir sonhar mais… esgotei as possibilidades (como é possível?) de adormecer. Eis o meu problema, será que sonho acordado?  estou perdido. quero caminhar e escorrego. caio e não me consigo levantar.

dúvida

mas depois repenso a minha existência e já não consigo transpirar de medo nem tampouco de loucura (inveja de infância? murmúrios abjectos).

O temor assevera o correcto e livre posicionamento na matriz do cosmos. desequilíbrio. tempos infindáveis de uma memória presa. Recorda-te.

recorda-te… enquanto podes…

Quero recordar sem peso, sem angústia e sempre etéreo o paraíso, talvez perdido, de mim próprio. Mas quero oferecer-te pelo menos uma lágrima. Uma réstia de mim percebes? Ruínas de um corpo obstinado.

Sou morto pela memória, desapareço pelo excesso. pelo detalhe, pela luxúria e derrame de imagens desvirtuadas de mim…

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