não-deus

Nunca pensei muito em deus – aliás porque ele raramente pensa em mim. admito a ubiquidade, mas sem grande exéquias. penso, isso sim, na minha destreza em caminhar junto ao mar e sentir os ventos olímpios… não, esse era zeus. o grande irmão… escuta-nos desde sempre, e mantém um pequeno livro de bolso com todos os nossos movimentos. coordenada a coordenada. eu sinto-o. a cada segundo que passa.

mas um dia acordei e decidi redimir-me desta expiação a que me forçei. declarei a figura como não-deus. e pronto. agora apenas tenho de fugir dos não-anjos. esses sim, roubam-me os sonhos. e depois processam-nos por diferentes máquinas que analisam cada imagem. cada instante… não tenho hipóteses.

não quero socorrer-me das feridas abertas. chega. adormeci aos soluços. com febre. já nem me sinto, é o corpo em delírio…

é este o sintoma do novo mundo?

sim… acredita. desde que acredites tudo correrá bem. mantém-te nas ideias singulares, terás tempo para o caos..

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