Cirurgia metafísica

despido e nú decidi terminar as minhas dúvidas metafísicas. Peguei no bisturi e abri uma fenda na perna. Um fio de sangue cada vez mais largo escorria. A dor era simpática. Piorou. Bastante. Atroz. Com o dedo rasguei mais a carne e tirei o chip implantado. Senti uma serenidade que me levou ao chão.

Sim… Foi o melhor que fizeste. Eles deixaram de nos poder escutar. Agora só te faltam os outros 90.

Cores balanceavam diante dos meus olhos enquanto o vermelhor jorrava como uma fonte. A carne apodrecia dos dias a fio. A sorte dos estultos. Ignorância. Não a possuo. Quero morrer convicto.

Sim. Voltei aos infernos que sempre desejei desde criança. Fumos e cidades de papel construíam-se de novo no meu horizonte. A inocência retornava. Ou talvez não, já não tenho esse poder. A projecção deixou o objecto.

Sou agora um sujeito sem objecto num mundo povoado por corpos vazio. Serei eu o do olho na terra dos cegos? Ou sou um cego numa terra de visionários?

Aguarda o destino… Esse mundo já vem a caminho.

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