Noise. Texturas e progressão do meu eu.

A cor uniforme do céu deixa-me psicótico. Não quero ser homogéneo. Não me vou padronizar. Basta.

White Noise nas escadas, escondem-se das plateias. O firmamento acompanha o solo. A orquestra pára. Noise. Perene e constante. Isto não sou eu.

Árvores e batidas formam-se inigualáveis. A morte em queda, no precipício daquela dor no fundo. No fundo do peito, ou do ser. Um deles. Já começo a ser eu.

A praia desliza pelo mar dentro, cobre o céu de espuma e vomita encrespada para o paredão. Não torna a amanhecer. Privamos o sono. Somos agora esquizo-afectivos. Morte. Quase eu.

Cores mudas, sons invisuais, o tacto cheira a carmim e o olfacto cobre-se de texturas amargas. Sou plenamente esquizo. Frénico esqueci-me. Mas gosto muito do esquizo, logo gosto de mim. Sou auto-destrutivo. Sou, enfim, feliz. Vivo no espaço que jamais cabe no tempo. Sou agora infinito e fragmentado. Não encaixo nas psicanálises, nem nisso. Sou um estrangeiro a tempo inteiro. Agora posso morrer sem dor. Enfim, feliz.

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