O diabo e a morte eternizada.

O tema era hoje dedicado à poesia. À mística dessa arte demoníaca. Atropelei os mestres devidamente, consomi-os sem piedade. Devorei a sabedoria milenar e atingir esse inabalável toque e inquebrantável certeza da sua mais explosiva existência. Contacto agora com ele todos os dias. Com Lúcifer sim. O príncipe.

Voltei desejoso de absorver-te no ritual dos mortos. Confundi-te para depois reconhecer-te no sonhos do meu sono imperfeito.

Percorrei mundos pela sede de te acalmar o espírito. Rabiscos imperfeitos, a cara escanhoada, e o sono indelével sucumbiu-nos. Acabámos enterrados no poço da vida sem saída. Agora entrevejo a morte dentro de mim, a voz avisou-me do conspurcado. Sinto-me hoje sujo de mim próprio, do meu fedor saem as abelhas eternas. Sou um louco. Com muito prazer, acrescente-se.

Sou, sim. Pretendo ver-te por entre o véu da máscara inusitado na mulher sensual. Diabo é aquele que se eterniza pelo prazer do sabor contido nas linhas que escreve. Sorver a ambiguidade e marcar-se nos tempos. Abandonar-se a si próprio e conseguir ascender ao espírito universal. Sobrevoar todas essas formigas que caminham desordenadas pelo mundo.

Sim, vou conseguir. Hoje termino o ritual e talvez amanhã já não exista. A minha mente certamente continuará fragmentada. Sou eu e o mundo, o ser-no-mundo, estou aí. Não sou lançado, mas lançei-me.

Morri. Será para sempre? Não sou certamente o diabo…

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