super ego, mais não quero depois do ego

acordo-me e quero morrer lentamente. sorrir no amarelo do esterco. perder-me na rota das abelhas e dos comboios apressados. subtil, quero dizer merda em alta voz. esventrar-me. findar em absoluto e plenamente com a consciência aberta. não conheci freud e conheço-o também que até enjoa. ah, o meu trauma de infância sim. o meu delírio infantil da cabaça que rola pela escada. o pó libertou-se da janela e voou até à minha cabeça. sim. sou uma merda e sinto-me bem. ou sinto-me mal, não sei. merda.

o nariz atrasou o relógio que enfrenta os cereais da vida. a noite abateu-se e eu sorri para mim. a voz disse-me que hoje iria libertar-me do agente mau. o ruir das plantas e o engasgar das formigas comeram o meu chapéu em contraluz. estou e feliz e contente mas quero morrer na mesma. vou-me matar. não. vou jorrar o sangue que me faz cócegas e conta histórias ao adormecer. prefiro alterar os números e errar na equação.

ah, a vida é fodida. não quero saber, também não vou passar cá muito mais tempo. vou cair no esquecimento e voar para a cabana. sentar-me no sol e cuspir na lua. vou abraçar o meu semáforo de estimação e cantar para o chão. sabe-me ouvir e não me critica.

Acho que vou mas é tomar o comprimido da sede. não, vou vomitar a vida para depois tomar o anti-ácido da morte. sim. acho mas é que estou com insónias. vou dormir. não, vou ficar acordado e ver o sol a dançar atrás do meu prédio… 

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